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quinta-feira, 27 de março de 2014

Acontece ....


Vem ai o II Darwin Day RP. Dia 10 de Abril no auditório da Faculdade de Direito, USP-RP. Não percam!

Em breve mais detalhes sobre a programação!


Faça sua inscrição gratuita pelo link: 

https://docs.google.com/forms/d/1dqmr8gGBBC7JqreVoN273nBAu67MtL7fJlDlD5f6Ce8/viewform



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Acontece ....

Venham participar do dia especial dedicado ao Darwin e seu legado na biologia que acontecerá na USP, Ribeirão Preto no dia 05 de março de 2013.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hotspots: como preservar o que não conhecemos

A revista FAPESP online de 06 de julho de 2011 publicou uma reportagem divulgando um estudo que será publicado no PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) sobre áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, os hotspots, e sua efetividade em proteger espécies em risco de extinção ainda desconhecidas pela ciência.

O conceito de hotspots ou “áreas-quentes” para preservação da biodiversidade foi criado pelo ecólogo inglês Norman Myers, em 1988, com o intuito de resolver um dos maiores dilemas conservacionistas da época: quais as áreas são mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra? Atualmente, há 34 áreas de grande riqueza biológica identificadas em todo o mundo.

Até ai tudo bem. Mas o que me chama a atenção na reportagem da revista FAPESP é a relação entre a efetividade dessas áreas em conservar uma biodiversidade ainda desconhecida e como parte da sociedade se contenta apenas com isso.

Fato é que a diversidade planetária está sendo perdida antes mesmo de ser conhecida, a chamada Crise da Biodiversidade, e este problema não será resolvido a menos que as autoridades invistam em formação de profissional capacitado, os taxonomistas, em atividades de coleta e em infra-estrutura de coleções científicas, além de profissionais qualificados para gerir essas informações biológicas.

O advento de um programa de computador que prevê a diversidade ainda não conhecida de espécies, coisa que os cientistas fazem há décadas, e o fato de os resultados coincidirem com as áreas que hoje recebem os maiores investimentos financeiros não é o suficiente para redimir a espécie humana do desmatamento e destruição dos ambientes naturais.

Apenas 1,4 % das áreas florestais do planeta são consideradas hostpots e a Amazônia brasileira, a maior e mais exuberante floresta tropical do mundo, não se enquadra nesta lista. A Floresta Atlântica e o Cerrado sim, mas destes há apenas 5% de áreas remanescentes.

Segundo um dos autores da pesquisa, David Roberts, da Durrell Institute of Conservation and Ecology na Universidade de Kent, Reino Unido, “É um grande alívio saber que os locais em que mais investimos recursos são os mesmos que abrigam a maioria das espécies ainda não descobertas”.

Isso não é suficiente, os investimentos apenas certificam a sociedade que as espécies ainda desconhecidas pela ciência permanecerão no limbo. O ideal seria que os investimentos fossem direcionados, além da preservação dessas áreas, para o conhecimento da biodiversidade, o estabelecimento destas espécies como entidades reais, o que se dá após intervenção de um especialista e sua formal descrição em uma revista científica, e o estabelecimento de novas áreas para a conservação. Mas, pelos rumos da nova legislação ambiental brasileira, a Amazônia continuará não sendo incluída na listagem de áreas prioritárias, seu desmatamento além de crescente será agora legal. E a sociedade continua torcendo para que um dia a Conservation International inclua nossa maior riqueza como um hotspot, e assim todos os nossos problemas estarão resolvidos. Isso é lamentável, infelizmente.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Educação e criatividade!

"Se todos os insetos desaparecessem da Terra, dentro de 50 anos todas as formas de vida chegariam ao fim. Se todos os seres humanos desaparecessem da Terra, dentro de 50 anos as formas de vida floresceriam (Jonas Salk)".

Uma frase desconexa que, associada a uma visão particular sobre sistemas educacionais, educação infantil e estímulo à criatividade, resulta em uma palestra interessante de Ken Robinson!


Apreciem!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A diversidade de formas no tempo e no espaço

Acontece ...


Os alunos do Programa de Pós-graduação em Biologia Comparada da FFCLRP-USP se organizaram e, no período de 26 a 29 de julho de 2011, será realizado o 5º Encontro da Biologia Comparada com o tema “A diversidade de formas no tempo e no espaço”. O principal objetivo do encontro é mobilizar estudantes, professores e profissionais da Biologia em discussões sobre mudanças observadas nas diferentes formas de vida nas dimensões temporal (passado, presente e futuro) e espacial (distribuição geográfica), além de manter os objetivos dos encontros anteriores, que são promover a integração entre os alunos do Programa de Pós-graduação e a comunidade acadêmica e divulgar as linhas de pesquisa desenvolvidas dentro do programa.

Participem!




Mais informações:

Data: 26 a 29 de julho de 2011
Local: FFCLRP - USP de Ribeirão Preto
Preço: R$ 25,00
Envio de Resumos: até 17 de junho de 2011
informações: info.ebc.rp@gmail.com
site: http://sites.ffclrp.usp.br/ebc/





sábado, 5 de fevereiro de 2011

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acontece ...

Especialização em jornalismo científico na Unicamp

7/12/2010

Agência FAPESP – O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abrirá em 3 de janeiro de 2011 as inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu em jornalismo científico.

As inscrições deverão ser feitas até 31 de janeiro de 2011 por meio de um formulário eletrônico que estará disponível no site da instituição. O processo seletivo será composto por duas fases. Na primeira, os candidatos deverão enviar por meio eletrônico a ficha de inscrição preenchida, além de um curriculum vitae e um texto de sua autoria sobre o papel da ciência e da tecnologia no desenvolvimento nacional.

Os candidatos aprovados na primeira fase da seleção serão convocados para prestar provas escritas e de proficiência em inglês e para uma entrevista com um dos professores do curso. Os resultados serão divulgados no dia 4 de março de 2011 e o curso será iniciado em 14 de março.
Em sua sétima edição, o curso gratuito se destina à formação de jornalistas científicos, divulgadores da ciência e assessores de comunicação de universidades e institutos de pesquisas, e tem o objetivo de formar profissionais que tenham visão global sobre o sistema de ciência e tecnologia e da relação com os meios de comunicação de massa.

Mais informações: www.labjor.unicamp.br

domingo, 19 de setembro de 2010

No reason: A World on the Verge of Water Bankruptcy

Um vídeo interessante para refletirmos a respeito da maneira desleal com que o homem lida com o meio ambiente e com o bem mais precioso da vida, a Água.
Apreciem e divulguem!




Video by Eric Daigh for Circle of Blue, Music by Carly Comando

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sobre mosquitos ....



Os nematóceros são popularmente conhecidos como “mosquitos”. Abrangem 35 famílias de Diptera, caracterizadas pela presença de antenas longas, com muitos segmentos, frequentemente com muitas cerdas nos machos.

Os representantes mais conhecidos do grupo são os pernilongos ou muriçocas (família Culicidae), borrachudos ou piums (Simulidae), a mosca-de-banheiro e o mosquito-palha ou birigui (Psychodidae), maruins, mosquito-pólvora ou mosquitinho-de-mangue (Ceratopogonidae). O renome advém do fato de algumas fêmeas de espécies pertencentes a esses grupos serem hematófagas e, consequentemente, vetores de doenças como a malária, febre-amarela, dengue, elefantíase, leishmaniose, etc. Mas a maioria das espécies não interfere diretamente no dia-a-dia dos humanos. Sua biologia está relacionada à estrutura dos ambientes naturais, como a indução de galhas em plantas (família Cecidomyiidae), fungos e matéria orgânica em decomposição (Mycetophiliformia), flores (Bibionidae, Tipulidae) e ambientes aquáticos (Limoniidae, Trichoceridae, Chironomidae, Scatopsidae). Alguns grupos, como Chironomidae e Mycetophilidae, são utilizados como indicadores da qualidade de ambientais naturais e suas alterações. Os nematóceros adultos vivem em descampados, folhagens, florestas, mangues, cavernas, desertos, cerrados, mas normalmente são bastante dependentes de umidade. As larvas estão com frequência associadas a fungos e matéria orgânica em decomposição.

Dentre os nematóceros, um grupo relativamente abundante e relevante do ponto de vista da biodiversidade são os Bibionomorpha, conhecidos desde o Triássico (cerca de 250–210 milhões de anos atrás). Dentro desse grupo, um dos mais importantes são os Mycetophiliformia, cujo nome provém do grego myceto (= fungos) e philos (= amigo de), com tórax arqueado e pernas alongadas.

Atualmente, os Bibionomorpha abrangem onze famílias –Anisopodidae, Pachyneuridae, Bibionidae, Cecidomyiidae, Sciaridae, Diadocidiidae, Ditomyiidae, Keroplatidae, Bolitophilidae, Lygistorrhinidae e Mycetophilidae–, cujas larvas com frequência se alimentam de raízes de plantas e hifas de fungos (micélios) ou esporóforos, sendo importantes no processo de decomposição da matéria orgânica em florestas, principalmente madeira e folhas. Os adultos, por sua vez, têm vida livre, com comprimento de 2 a 10 mm, frequentemente encontrados em lugares escuros, bosques úmidos, túneis e ocos de árvores, atuando na dispersão de esporos de fungos e pólen de plantas. As espécies desse grupo são conhecidas de todos os continentes exceto da Antártida.

Representantes de muitos gêneros são capturados com puçás ou vários tipos de armadilhas de coleta de insetos, como armadilhas luminosas, Moericke, Malaise, pitfall e Shannon. Nestas últimas, frutas fermentadas costumam ser utilizadas como iscas. Madeira em decomposição e fungos podem ser coletados e mantidos em laboratório até que adultos emerjam.

A fauna neotropical ainda é pouco conhecida. Um projeto recente de estudo da biodiversidade de Diptera na Floresta Atlântica já descreveu mais de 80 espécies nunca descritas antes pela ciência, mas ainda há mais de 1000 espécies por descrever. A Amazônia ainda foi pouco estudada para muitos desses grupos, com exceção de algumas áreas e, é bastante razoável esperar que sejam coletadas mais de 100 espécies novas apenas de Mycetophilidae.

Em 2010, comemora-se o ano internacional da biodiversidade. É de conhecimento geral que grande parte da diversidade no planeta está sendo perdida antes mesmo de ser conhecida. Os micetofilídeos são comuns em ambientes florestais úmidos. A precipitação média em ambientes de florestas exerce forte impacto na quantidade de fungos e, portanto, tem influência nas populações de micetofilídeos. Assim, a presença de representantes desse grupo em certas áreas pode ser um indicador da qualidade ambiental.

Cabe aos museus de história natural coletar, armazenar, preservar, organizar e conhecer a diversidade biológica. Boas coleções permitem também mapear a distribuição espacial dos organismos vivos e compreender suas relações evolutivas. Na região Amazônica, a maior coleção pertence ao Instituto de Pesquisas Amazônicas (INPA), que nos últimos anos fez um grande investimento em qualidade e quantidade, tornando-se uma das instituições mais importantes na América do Sul nessa área. Na Floresta Atlântica merece destaque a coleção do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, que apesar do renome internacional, não tem recebido a mesma atenção por parte da sociedade brasileira. Na região Suo destaca-se a coleção da Universidade Federal do Paraná e, infelizmente, nenhuma instituição museológica pode ser remetida ao bioma do Cerrado, que está sendo destruído antes mesmo de ser inventariado.


Fotos: Sarah S. Oliveira
Schnusea aguarasi, Dziedzickia medea, Dziedzickia coheri

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Luzes de alerta!


Uma notícia de divulgação científica chamou-me a atenção hoje: Luzes de alerta, não só pelo fato de um ambiente como o Cerrado restringir-se aos livros didáticos (basta viajar pelo planalto central para averiguar isso), mas principalmente por mostrar como a Sistemática é sim o cerne de toda a biologia. Nessa matéria, é possível encontrar, além de todo apelo emocional, social e econômico pela preservação do Cerrado, aspectos de taxonomia alfa, relações ecológicas, bioquímica e farmacologia e, acima de tudo, evolução.

Como assim evolução? Evolução sim.

A enzima luciferase (relacionada aos processos de bioluminescência) é encontrada em certas espécies de insetos, algas, peixes, bactérias, fungos, celenterados, anelídeos e artrópodes, sendo os vaga-lumes os mais conhecidos. Será que essa enzima é a mesma em todos esses grupos, ou seja, são homólogas? Sabe-se que esses grupos compartilham um ancestral comum remoto e que os processos bioquímicos de produção e atuação dessas enzimas são os mesmos. Mas também se sabe que cada um desses grupos pertence a linhagens evolutivas diferentes e que, mesmo dentro de cada grupo, apenas algumas espécies apresentam a característica bioluminescente.

O problema das homologias não é recente em sistemática. Algumas proposições, como homologias primárias e secundárias (p.ex. de Pinna, 1991), tornaram-se ícones e acabam dificultando a inserção de novos pensamentos em um panorama evolutivo. Hoje, com o desenvolvimento da biologia do desenvolvimento e da evo-devo, é possível pensar em homologias profundas, em características homoplásticas como resultado de um processo evolutivo do qual as características são sim compartilhadas em um nível mais remoto da filogenia, e não mais como erro procedimental. Os estudos genéticos permitiram mostrar a existência de conjuntos gênicos homólogos compartilhados pelos mais variados níveis da filogenia. Isso só reforça a idéia da Sistemática como unificadora de toda a Biologia, pois permite compreendermos os processos biológicos e a diversidade que nos cercam com base em um arcabouço histórico-evolutivo, seja na ecologia, bioquímica, genética, taxonomia, fisiologia, entre outras áreas.

Num primeiro momento é difícil pensar na espécie humana como um animal como todos os outros, inserido em um contexto histórico-evolutivo de milhões de anos. Compreendido isso, torna-se mais difícil ainda não interpretar toda e qualquer ação humana como natural. Nenhuma espécie sobrevive sem interagir com o ambiente. É biologicamente impossível uma vez que a composição de qualquer organismo vivo e o próprio surgimento da vida relacionam-se aos chamados compostos abióticos (p.ex. luz, solo, temperatura e água). O Cerrado não será trazido de volta, mas é possível, por meio de divulgação científica e do desenvolvimento de um pensamento evolutivo, conscientizar a população sobre o ambiente que a cerca e sobre a necessidade urgente de exploração racional de qualquer recurso natural.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Humor ....

Em tempos de comemoração dos 150 anos de publicação do "On the origin of species", do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), um cartoon a respeito de um físico e matemático, Galileu Galilei (1564-1642) - o pai da ciência moderna, que também influenciou o pensamento de uma época e cujas idéias foram alvo de repreensões, chamou-me a atenção.



Infelizmente, a história mostra como uma instuição, a Igreja, utiliza-se de mecanismos como a inquisição, o desígnio inteligente e o ensino criacionista, para censurar a divulgação de idéias científicas, obtidas empiricamente, capazes de influenciar o pensamento de um época e dar novos rumos à história da humanidade. Se hoje a ciência não é mais produzida de forma abstrata, e sim por meio de métodos empíricos, experimentais, é por influência (por exemplo) das idéias de Galileu.