quinta-feira, 27 de março de 2014

Acontece ....


Vem ai o II Darwin Day RP. Dia 10 de Abril no auditório da Faculdade de Direito, USP-RP. Não percam!

Em breve mais detalhes sobre a programação!


Faça sua inscrição gratuita pelo link: 

https://docs.google.com/forms/d/1dqmr8gGBBC7JqreVoN273nBAu67MtL7fJlDlD5f6Ce8/viewform



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Acontece ....

Venham participar do dia especial dedicado ao Darwin e seu legado na biologia que acontecerá na USP, Ribeirão Preto no dia 05 de março de 2013.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tristeza na USP - RP ...

Esclarecimento sobre incêndio na Floresta da USP - RP

O Banco Genético da USP de Ribeirão Preto, que faz parte do que é conhecido por Floresta da USP RP, é o único Banco Genético de mata mesófila semidecidual do Brasil. Ele foi implantado pelo Projeto Floresta da USP RP e possui 45 espécies, com uma diversidade de 3375 progênies coletadas em mais de 400 áreas de fragmentos naturais da Bacia do Pardo-Mogi. O objetivo do Banco é o de conservação genética das espécies nativas assim como fornecer sementes de origem conhecida e qualidade garantida, a fim de recuperar áreas degradadas. Hoje (16/08/2011) um incêndio iniciado por causas desconhecidas devastou grande parte da Floresta da USP, incluindo todos os 45 hectares do Banco Genético. Podemos comparar, embora os números sejam menores, com a perda da coleção do Butantã, ocorrida também por um incêndio, no ano passado. A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto ficou boa parte do dia coberta por fumaça. Alunos, funcionários e professores lamentam essa grande perda e estão ávidos por uma investigação das causas desse desastre. A Profa. Elenice Mouro Varanda, que dedicou boa parte de sua carreira para a implantação da floresta da USP, pede encarecidamente que divulguem e também o apoio de todos nós.

DIVULGUEM, a mídia divulgou que um terreno baldio da USP pegou fogo, mas a sociedade precisa saber que o lamentável episódio ocorreu em uma área destinada a recuperar o patrimônio genético de uma das formações vegetais mais ameaçadas do Brasil. O trabalho realizado no campus da USP resultou em inúmeros trabalhos científicos e de divulgação científica, levando à sociedade conhecimento de qualidade, que permite conhecer e reconhecer o valor de nossas espécies nativas e o papel de um banco genético em conservar e disponibilizar espécimes para a recuperação de áreas degradadas. É uma trajédia lamentável! Por favor, divulguem!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hotspots: como preservar o que não conhecemos

A revista FAPESP online de 06 de julho de 2011 publicou uma reportagem divulgando um estudo que será publicado no PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) sobre áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, os hotspots, e sua efetividade em proteger espécies em risco de extinção ainda desconhecidas pela ciência.

O conceito de hotspots ou “áreas-quentes” para preservação da biodiversidade foi criado pelo ecólogo inglês Norman Myers, em 1988, com o intuito de resolver um dos maiores dilemas conservacionistas da época: quais as áreas são mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra? Atualmente, há 34 áreas de grande riqueza biológica identificadas em todo o mundo.

Até ai tudo bem. Mas o que me chama a atenção na reportagem da revista FAPESP é a relação entre a efetividade dessas áreas em conservar uma biodiversidade ainda desconhecida e como parte da sociedade se contenta apenas com isso.

Fato é que a diversidade planetária está sendo perdida antes mesmo de ser conhecida, a chamada Crise da Biodiversidade, e este problema não será resolvido a menos que as autoridades invistam em formação de profissional capacitado, os taxonomistas, em atividades de coleta e em infra-estrutura de coleções científicas, além de profissionais qualificados para gerir essas informações biológicas.

O advento de um programa de computador que prevê a diversidade ainda não conhecida de espécies, coisa que os cientistas fazem há décadas, e o fato de os resultados coincidirem com as áreas que hoje recebem os maiores investimentos financeiros não é o suficiente para redimir a espécie humana do desmatamento e destruição dos ambientes naturais.

Apenas 1,4 % das áreas florestais do planeta são consideradas hostpots e a Amazônia brasileira, a maior e mais exuberante floresta tropical do mundo, não se enquadra nesta lista. A Floresta Atlântica e o Cerrado sim, mas destes há apenas 5% de áreas remanescentes.

Segundo um dos autores da pesquisa, David Roberts, da Durrell Institute of Conservation and Ecology na Universidade de Kent, Reino Unido, “É um grande alívio saber que os locais em que mais investimos recursos são os mesmos que abrigam a maioria das espécies ainda não descobertas”.

Isso não é suficiente, os investimentos apenas certificam a sociedade que as espécies ainda desconhecidas pela ciência permanecerão no limbo. O ideal seria que os investimentos fossem direcionados, além da preservação dessas áreas, para o conhecimento da biodiversidade, o estabelecimento destas espécies como entidades reais, o que se dá após intervenção de um especialista e sua formal descrição em uma revista científica, e o estabelecimento de novas áreas para a conservação. Mas, pelos rumos da nova legislação ambiental brasileira, a Amazônia continuará não sendo incluída na listagem de áreas prioritárias, seu desmatamento além de crescente será agora legal. E a sociedade continua torcendo para que um dia a Conservation International inclua nossa maior riqueza como um hotspot, e assim todos os nossos problemas estarão resolvidos. Isso é lamentável, infelizmente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Acontece ...




"O congresso nacional dos cientistas, estudantes e leigos interessados no comportamento animal e humano ocorrerá todo ele dentro das dependências do campus Umuarama da Universidade Federal de Uberlândia, MG.

A etologia vem crescendo muito no mundo e assim como outras áreas da ciência, incrementando suas especializações como a etofisiologia, ecologia comportamental, etologia aplicada, além de incorporar áreas como o bem-estar animal, tanto de animais de criação, como de pesquisa e visitação. Os futuros profissionais dessa ciência terão ainda que lidar com novos desafios, tais como responder aos impactos causados pelo aquecimento global sobre o comportamento dos animais e o que essas mudanças irão causar nas cadeias tróficas e na biodiversidade como um todo.


No entanto, ainda são poucos e insipientes os esforços na capacitação à pesquisa, orientação e licenciatura nesta área da ciência, feitos no país e na América Latina. Assim sendo, além de oferecer mini-cursos, conferências, simpósios e sessões de painéis; neste evento iremos ter um simpósio e um work-shop destinados a apontar para a nossa comunidade os caminhos futuros, através dos quais, possamos dar aos jovens estudantes um preparo de excelência nesta que é uma das mais antigas áreas de interesse humano."


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Educação e criatividade!

"Se todos os insetos desaparecessem da Terra, dentro de 50 anos todas as formas de vida chegariam ao fim. Se todos os seres humanos desaparecessem da Terra, dentro de 50 anos as formas de vida floresceriam (Jonas Salk)".

Uma frase desconexa que, associada a uma visão particular sobre sistemas educacionais, educação infantil e estímulo à criatividade, resulta em uma palestra interessante de Ken Robinson!


Apreciem!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A diversidade de formas no tempo e no espaço

Acontece ...


Os alunos do Programa de Pós-graduação em Biologia Comparada da FFCLRP-USP se organizaram e, no período de 26 a 29 de julho de 2011, será realizado o 5º Encontro da Biologia Comparada com o tema “A diversidade de formas no tempo e no espaço”. O principal objetivo do encontro é mobilizar estudantes, professores e profissionais da Biologia em discussões sobre mudanças observadas nas diferentes formas de vida nas dimensões temporal (passado, presente e futuro) e espacial (distribuição geográfica), além de manter os objetivos dos encontros anteriores, que são promover a integração entre os alunos do Programa de Pós-graduação e a comunidade acadêmica e divulgar as linhas de pesquisa desenvolvidas dentro do programa.

Participem!




Mais informações:

Data: 26 a 29 de julho de 2011
Local: FFCLRP - USP de Ribeirão Preto
Preço: R$ 25,00
Envio de Resumos: até 17 de junho de 2011
informações: info.ebc.rp@gmail.com
site: http://sites.ffclrp.usp.br/ebc/





sábado, 5 de fevereiro de 2011

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acontece ...

Especialização em jornalismo científico na Unicamp

7/12/2010

Agência FAPESP – O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abrirá em 3 de janeiro de 2011 as inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu em jornalismo científico.

As inscrições deverão ser feitas até 31 de janeiro de 2011 por meio de um formulário eletrônico que estará disponível no site da instituição. O processo seletivo será composto por duas fases. Na primeira, os candidatos deverão enviar por meio eletrônico a ficha de inscrição preenchida, além de um curriculum vitae e um texto de sua autoria sobre o papel da ciência e da tecnologia no desenvolvimento nacional.

Os candidatos aprovados na primeira fase da seleção serão convocados para prestar provas escritas e de proficiência em inglês e para uma entrevista com um dos professores do curso. Os resultados serão divulgados no dia 4 de março de 2011 e o curso será iniciado em 14 de março.
Em sua sétima edição, o curso gratuito se destina à formação de jornalistas científicos, divulgadores da ciência e assessores de comunicação de universidades e institutos de pesquisas, e tem o objetivo de formar profissionais que tenham visão global sobre o sistema de ciência e tecnologia e da relação com os meios de comunicação de massa.

Mais informações: www.labjor.unicamp.br

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

13 motivos para o domingo!

Ainda sou estudante de doutorado, mas minha idéia um dia é trabalhar em uma universidade pública, de qualidade, divulgando ciência e participando da formação dos futuros profissionais do país. Isso tem relação direta com a política social e educacional adotada nos últimos anos. 13 motivos que influenciaram minha escolha estão listados abaixo:

1 - Somos 183,9 milhões de brasileiros (IBGE 2007) e um governo só é efetivamente do BRASIL quando governa para, pelo menos, 90% da população. Foi isso que o 13 fez nos últimos anos.
2 - O Presidente é uma figura representativa no país. Um conjunto de assessores, com idéias diferentes, ajuda em todo o processo governamental. O atual ministro da educação, Fernando Haddad é, a meu ver, o melhor de todos eles.
3 - A educação no país, com exceção de São Paulo e Minas Gerais (que eu pude acompanhar), passa pelo seu melhor momento na última década.
4 - Antes de eu iniciar minha pós-graduação o maior temor era que meu nome apenas ampliasse a lista de doutores estagnados no país. Nesses últimos anos, praticamente todos os doutores foram aprovados em concursos públicos para universidades federais.
5 - Ainda no quesito educacional, houve uma expansão (ainda em andamento) das universidades federais. Isso não pode parar com a troca de governo.
6 - O número de jovens com acesso à educação pública é infinitas vezes maior nos últimos anos.
7 - Problemas educacionais são resolvidos com discussão e aporte de conhecimento. Não com bombas de gás.
8 - O desenvolvimento científico-tecnológico do país nos últimos anos é inquestionável.
9 - Fora o incentivo à capacitação e formação de nos professores e pesquisadores.
10 - As políticas sociais implementados pelo 13 nos últimos anos atingiram uma parcela enorme da população e foram dignas de reconhecimento internacional. Uma magnitude invejável!
11 - Permitiram que grande parte da população melhorasse em muito sua qualidade de vida. É lógico que há problemas e não é fácil administrar um programa em um país do porte do Brasil. Mas eu tive a oportunidade de acompanhar a situação da população no norte do país e a realidade é muito promissora.
12 - Estive na Amazônia durante dois meses e o que vi é uma população em processo de alfabetização, com luz há apenas quatro anos, podendo complementar o cardápio, baseado em mandioca e caça, com arroz e feijão com o dinheiro recebido pelos programas 13.
13 - Além disso, há assistência e acompanhamento médico.

Por esses motivos, meu voto é 13 no domingo!





Acontece ....


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Amazônia: sob a luz da lua e o canto do capitão-da-mata!


A pedido de colegas de faculdade, que divulgam ciência no espaço cienciae, escrevi este texto sobre minhas impressões em relação à Floresta Amazônica e suas águas negras.

A postagem original pode ser encontrada no link:

http://cienciae.blogspot.com/2010/10/amazonia-sob-luz-da-lua-e-o-canto-do.html


Amazônia: sob a luz da lua e o canto do capitão-da-mata!

Sou bióloga, doutoranda, interessada em evolução, trabalhos de campo e insetos. Ao longo de minha formação acadêmica obtive experiência de campo em áreas de Cerrado e floresta Atlântica, até então a Amazônia era uma realidade distante. Mas, os acasos sucessivos que regem a vida de todos nós, deixaram saudades de uma Amazônia que pretendo voltar sempre.

Minha primeira experiência (resultado de um convite para participar de uma expedição de um mês ao alto Rio Negro, em julho de 2009) foi um tanto inusitada, por dois motivos principais: a expectativa e a decepção.

Embarquei em Campinas sorridente, muitíssimo feliz e ansiosa para conhecer esse universo chamado Amazônia. Digo universo porque não basta saber que é a maior floresta tropical do planeta, com expressiva biodiversidade associada, formada por árvores de grande porte em um solo muitíssimo pobre altamente dependente dos nutrientes resultantes da decomposição da serrapilheira. Universo porque não há livro didático e noticiário social ou científico que transmita a quem não a conhece a noção espacial exata do que é essa imensa floresta!

Em um vôo de 3h40 até Manaus, duas horas se dão sobre floresta, mata nativa intocada, e isso é apenas a porção leste da floresta, muito menor do que toda a região entre Manaus e o oeste da América do Sul (aproximadamente 2400Km). O triste é saber que voamos boa parte do tempo (aproximadamente 40 minutos) sobre área desmatada, hoje plantação de soja e algodão no Mato Grosso, e que outrora essa paisagem seria outra. Eu não sou contra ocupações humanas e sei que as plantações permitem que as pessoas comam e se vistam. O problema é como se dá boa parte dessas ocupações. Hoje se sabe que a floresta, explorada de forma adequada (p.ex. manejo sustentável da pesca, agricultura e pecuária, produção de açaí, castanha-do-pará e madeira), permite conciliar ocupação humana e áreas não desmatadas. Mas essa informação não é levada em conta na maioria das vezes, infelizmente.

A decepção, apesar do negativismo que cerca a palavra, transformou-se em um grande aprendizado humanitário. Depois de quatro dias subindo o Rio Negro em direção aos limites dos estados do Amazonas e Roraima, sob escolta de garças e botos, nosso barco naufragou nas proximidades da Comunidade São José, Igarapé do Malalahah. Felizmente nenhum ferido e poucas perdas materiais, mas não conseguimos coletar. Passamos um dia no salão de festas de uma comunidade ribeirinha, cercados pela curiosidade das crianças, pelas “guloseimas” calóricas retiradas do naufrágio, bebendo água do igarapé e comendo mandioca cozida preparada pelas mães da comunidade. Os homens não estavam presentes, exceto os mais idosos. Ficam dias na mata recolhendo piaçava (ou piaçaba), fibras utilizadas para produzir vassouras. Periodicamente voltam à comunidade para rever suas famílias e comercializar os enormes fardos de fibras. Esse dinheiro é utilizado para comprar gasolina para o gerador (utilizado para iluminar a comunidade poucas horas à noite) e mantimentos industrializados. As crianças recebem atendimento médico periódico, são alfabetizadas na escola da comunidade e muito curiosas em relação ao restante do mundo, já que há uma televisão comunitária em que assistem o Jornal Nacional e a novela das “oito” todos os dias. Depois disso as luzes se apagam e a lua cumpre o seu papel.

Posso dizer que a experiência de dormir ao relento, sob a luz da lua, ao som das águas negras e do capitão-da-mata (uma ave que tem um canto muito alto e característico) nos faz repensar profundamente nosso lugar na natureza e a maneira desleal com que o homem tem interagido com o meio ambiente.

No dia seguinte fomos resgatados por uma embarcação vinda de Barcelos, retornamos à Manaus e, por terra, fomos coletar no município de Presidente Figueiredo.

A comunidade de Figueiredo, ao contrário da que conheci no alto Rio Negro, tem energia elétrica. Mas me surpreendi ao saber que a luz na região data de 2006 (programa “Luz para todos”), em uma comunidade a apenas 70Km de asfalto de Manaus. A melhor palavra para explicar isso, a meu ver, é descaso das autoridades públicas. A mandioca e a caça são a base da alimentação e o dinheiro do “Bolsa família” é gasto com mantimentos como arroz e feijão. Todos vão à escola, inclusive os pais.

É muito interessante ver pai, mãe e filhos caminhando no meio da tarde em direção à escola e voltando tarde da noite. Como viajamos para coletar insetos, com armadilhas espalhadas ao entorno da comunidade e nas trilhas, corriqueiramente eles param nas armadilhas, perguntam, aprendem, e se perdem novamente na escuridão.

Diferente, mas interessante é ver a mata transpirar por horas após uma chuva efêmera e continuar “chovendo” em seu interior mesmo que a chuva já tenha cessado por completo. O calor e a umidade são indescritíveis, a sensação é de como se tivéssemos tomado muita chuva enquanto caminhando sob o sol por horas .... E horas ... E horas .... mesmo que não tivesse chovido.

As árvores geralmente são muito altas, com troncos finos e roliços (estioladas), galhadas apenas nas copas, de forma que a paisagem torna-se bastante repetitiva, explicando a grande quantidade de episódios em que muitos viajantes inexperientes se perdem. Mas a mata em si não é difícil de ser adentrada.

O solo é regular facilitando o acesso, muito diferente dos remanescentes de Floresta Atlântica, em que o terreno é geralmente íngreme, com predomínio de arbustos. Nada melhor que um mateiro (pessoa da região com um grande conhecimento da mata local) para nos levar aos diferentes ambientes dentro da mata (campinas, cachoeiras, igarapés, bromélias aos montes no chão, etc.) e ensinar nomes populares da natureza ao redor. É interessante notar que a paisagem não é a mesma ao longo de toda a floresta, e que a mesma não é composta apenas por áreas planas e rios calmos. Particularmente gostei do “mulateiro”, uma árvore com tronco vermelho vivo, fácil de reconhecer de longe, e da famigerada castanha-do-Pará ou castanha-do-Brasil, árvore imponente com seus ouriços repletos de castanhas.

Eu esperava caminhar pela mata e ver muitos insetos voando, pássaros, cobras, mamíferos. Mas isso é uma grande ilusão. O mateiro reconhece pegadas, mas para ver uma borboleta voando, só depois de ficarmos parados e em silêncio por um bom tempo. Isso não significa que a floresta não é rica em termos de biodiversidade. Pelo contrário, indica que qualquer mínima alteração é perceptível pelos animais e que os mesmos se escondem rapidamente. Os fatores sazonais também influenciam este tipo de observação.

Durante as coletas, o panorama geral é bem diferente. O material coletado por meio dos diferentes tipos de armadilhas é muitíssimo variável, inusitado, colorido e vistoso. Muitas espécies encontradas certamente são novas, já que a região é pouco estudada, mas isso só é confirmado após exaustivos estudos realizados por especialistas e publicados em artigos científicos.

Este ano voltei à Manaus (em junho de 2010). Dessa vez sem naufrágio coletamos ao longo das matas dos afluentes ao norte do Rio Negro. Exploramos os Rios Aracá e Padauari. As impressões dessas águas escuras ficam para uma próxima postagem.

Fotos de Sarah Oliveira, Chico Felipe e Josenir Câmara.

domingo, 19 de setembro de 2010

No reason: A World on the Verge of Water Bankruptcy

Um vídeo interessante para refletirmos a respeito da maneira desleal com que o homem lida com o meio ambiente e com o bem mais precioso da vida, a Água.
Apreciem e divulguem!




Video by Eric Daigh for Circle of Blue, Music by Carly Comando

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sobre mosquitos ....



Os nematóceros são popularmente conhecidos como “mosquitos”. Abrangem 35 famílias de Diptera, caracterizadas pela presença de antenas longas, com muitos segmentos, frequentemente com muitas cerdas nos machos.

Os representantes mais conhecidos do grupo são os pernilongos ou muriçocas (família Culicidae), borrachudos ou piums (Simulidae), a mosca-de-banheiro e o mosquito-palha ou birigui (Psychodidae), maruins, mosquito-pólvora ou mosquitinho-de-mangue (Ceratopogonidae). O renome advém do fato de algumas fêmeas de espécies pertencentes a esses grupos serem hematófagas e, consequentemente, vetores de doenças como a malária, febre-amarela, dengue, elefantíase, leishmaniose, etc. Mas a maioria das espécies não interfere diretamente no dia-a-dia dos humanos. Sua biologia está relacionada à estrutura dos ambientes naturais, como a indução de galhas em plantas (família Cecidomyiidae), fungos e matéria orgânica em decomposição (Mycetophiliformia), flores (Bibionidae, Tipulidae) e ambientes aquáticos (Limoniidae, Trichoceridae, Chironomidae, Scatopsidae). Alguns grupos, como Chironomidae e Mycetophilidae, são utilizados como indicadores da qualidade de ambientais naturais e suas alterações. Os nematóceros adultos vivem em descampados, folhagens, florestas, mangues, cavernas, desertos, cerrados, mas normalmente são bastante dependentes de umidade. As larvas estão com frequência associadas a fungos e matéria orgânica em decomposição.

Dentre os nematóceros, um grupo relativamente abundante e relevante do ponto de vista da biodiversidade são os Bibionomorpha, conhecidos desde o Triássico (cerca de 250–210 milhões de anos atrás). Dentro desse grupo, um dos mais importantes são os Mycetophiliformia, cujo nome provém do grego myceto (= fungos) e philos (= amigo de), com tórax arqueado e pernas alongadas.

Atualmente, os Bibionomorpha abrangem onze famílias –Anisopodidae, Pachyneuridae, Bibionidae, Cecidomyiidae, Sciaridae, Diadocidiidae, Ditomyiidae, Keroplatidae, Bolitophilidae, Lygistorrhinidae e Mycetophilidae–, cujas larvas com frequência se alimentam de raízes de plantas e hifas de fungos (micélios) ou esporóforos, sendo importantes no processo de decomposição da matéria orgânica em florestas, principalmente madeira e folhas. Os adultos, por sua vez, têm vida livre, com comprimento de 2 a 10 mm, frequentemente encontrados em lugares escuros, bosques úmidos, túneis e ocos de árvores, atuando na dispersão de esporos de fungos e pólen de plantas. As espécies desse grupo são conhecidas de todos os continentes exceto da Antártida.

Representantes de muitos gêneros são capturados com puçás ou vários tipos de armadilhas de coleta de insetos, como armadilhas luminosas, Moericke, Malaise, pitfall e Shannon. Nestas últimas, frutas fermentadas costumam ser utilizadas como iscas. Madeira em decomposição e fungos podem ser coletados e mantidos em laboratório até que adultos emerjam.

A fauna neotropical ainda é pouco conhecida. Um projeto recente de estudo da biodiversidade de Diptera na Floresta Atlântica já descreveu mais de 80 espécies nunca descritas antes pela ciência, mas ainda há mais de 1000 espécies por descrever. A Amazônia ainda foi pouco estudada para muitos desses grupos, com exceção de algumas áreas e, é bastante razoável esperar que sejam coletadas mais de 100 espécies novas apenas de Mycetophilidae.

Em 2010, comemora-se o ano internacional da biodiversidade. É de conhecimento geral que grande parte da diversidade no planeta está sendo perdida antes mesmo de ser conhecida. Os micetofilídeos são comuns em ambientes florestais úmidos. A precipitação média em ambientes de florestas exerce forte impacto na quantidade de fungos e, portanto, tem influência nas populações de micetofilídeos. Assim, a presença de representantes desse grupo em certas áreas pode ser um indicador da qualidade ambiental.

Cabe aos museus de história natural coletar, armazenar, preservar, organizar e conhecer a diversidade biológica. Boas coleções permitem também mapear a distribuição espacial dos organismos vivos e compreender suas relações evolutivas. Na região Amazônica, a maior coleção pertence ao Instituto de Pesquisas Amazônicas (INPA), que nos últimos anos fez um grande investimento em qualidade e quantidade, tornando-se uma das instituições mais importantes na América do Sul nessa área. Na Floresta Atlântica merece destaque a coleção do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, que apesar do renome internacional, não tem recebido a mesma atenção por parte da sociedade brasileira. Na região Suo destaca-se a coleção da Universidade Federal do Paraná e, infelizmente, nenhuma instituição museológica pode ser remetida ao bioma do Cerrado, que está sendo destruído antes mesmo de ser inventariado.


Fotos: Sarah S. Oliveira
Schnusea aguarasi, Dziedzickia medea, Dziedzickia coheri

sábado, 14 de agosto de 2010

Acontece ....

Os pós-graduandos do programa de Entomologia da Universidade de São Paulo – campus Ribeirão Preto realizam, há 9 anos, o Curso de Verão em Entomologia. Desde a sua primeira edição, em 2003, o curso tem sido voltado aos alunos de graduação de diferentes áreas das Ciências biológicas. Participem!




Informações: sites.google.com/site/veraoentomologia
veraoentomologia@gmail.com

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Megadiversidade em insetos: causas e história - Parte II

Este texto foi produzido por alunos do 1° ano de Biologia da USP-RP na disciplina "Seminários Integrados I". Como o texto é interessante e tem tudo a ver com o conteúdo discutido neste blog resolvi postá-lo em duas partes. Apreciem! - Continuação ....

Megadiversidade em insetos: causas e história

Por Carolina Gennari Verruna, Fernando Figueiredo Mecca, Gabriel José Teixeira e Gabriela Molinari Roberto.

Desenvolvimento Ontogenético

Os insetos podem apresentar três tipos de desenvolvimento:
Ametábolo: quando o indivíduo nasce semelhante ao adulto, exceto quanto aos órgãos reprodutivos que ainda não estão maduros, não sofrendo, portanto, nenhum tipo de metamorfose;
Hemimetábolo: quando o indivíduo jovem, conhecido por ninfa, sofre pequenas modificações como o desenvolvimento de asas, além da maturação dos órgãos reprodutivos, até chegar à idade adulta, sofrendo, portanto, uma metamorfose denominada incompleta;
Holometábolo: quando o indivíduo passa pelo estágio de larva e pupa até chegar à idade adulta, sendo submetido, nessas passagens, a uma grande mudança na sua morfologia e anatomia, sofrendo, assim, o que denominamos metamorfose completa (Grimaldi & Engel, 2005).

Alguns pesquisadores acreditam que os estágios de proninfa e ninfa no desenvolvimento hemimetábolo seriam homólogos aos estágios de larva e pupa, respectivamente, no desenvolvimento holometábolo (Truman & Riddiford, 1999).

As espécies de insetos holometabólicas constituem os Endopterygota que abrange as maiores ordens de insetos, em sentido numérico, constituindo cerca de 85% das espécies de deste grupo, segundo Grimaldi & Engel (2005).

Com relação à diversidade do grupo Endopterygota, a importância do desenvolvimento holometábolo muito provavelmente está relacionado à diminuição da competição intra-específica, pois o indivíduo adulto possui nicho ecológico diferente do da larva, não competindo então pelos mesmos recursos ambientais (Rupert & Barnes, 1996; Grimaldi & Engel, 2005). Também aponta-se que os Endopterygota podem ter mostrado menores índices de extinção durante os eventos ocorridos no final do Cretáceo (Ross et al.(2000) apud Mayhew, 2007), fato que teria levado a uma maior diversidade desses insetos em relação às outras ordens de Hexapoda. Entretanto não é possível afirmar que a holometabolia é a única responsável pela grande diversidade de algumas ordens de insetos sobre a outra, visto que existem ordens de hemimetábolos com maior número de espécies que outras ordens de holometábolos, como nota-se ao comparar, por exemplo, a ordem Mecoptera de holometábolos com a ordem Hemiptera de hemimetábolos.

Idade do grupo Insecta

A definição para o que é um registro fóssil é muito vaga. Pode ser considerado um fóssil algo morto e preservado há quanto tempo? Ou só existem fósseis de espécies extintas? Uma definição clara e objetiva é que fósseis são “partes do corpo” de qualquer espécie, ainda vivente ou extninta, que foi naturalmente preservada por milhares de anos (Grimaldi & Engel, 2005).

Exceto por alguns poucos corpos de vertebrados que são encontrados congelados ou mumificados, são encontrados apenas ossos e dentes que não possuem mais que alguns poucos milhões de anos. Já os insetos são conservados quase que inteiros, por exemplo, em âmbar e em certos minerais ou resinas de algumas árvores (Schopf, 1975 apud Grimaldi & Engel, 2005).

Além disso, podemos comparar os escleritos e as asas aos ossos e aos dentes, devido sua longa durabilidade, sofrendo muito pouco com os processos de degradação naturais.

As condições como um fóssil é formado são muito importantes para sua preservação e posteriores estudos. Locais profundos, gelados e sem umidade, por exemplo, mantêm os exemplares com um grau elevado de conservação, diferente de lugares pouco profundos, úmidos e com alta concentração de oxigênio (Grimaldi & Engel, 2005).

O registro fossilífero dos Insecta, apesar de ser um pouco lacunoso, remete a origem do grupo há milhões de anos. O fóssil mais antigo até então achado de um inseto data de 408 a 438 milhões de anos atrás, no período Devoniano, se tratando de um Rhyniognata hirsti (Grimaldi & Engel, 2005). O espécime possuía mandíbula triangular e com ranhuras semelhantes a dentes, provavelmente com a mesma função que estes. Estudos mostraram também resquícios de asas, levando os sistematas a classificarem a espécie como sendo próxima dos Pterygota. Tal caráter leva a crer que os insetos teriam surgido no período anterior, o Siluriano, há cerca de 443 milhões de anos, fazendo deles um dos animais mais antigos a colonizar a terra firme, podendo ser uma das razões para a enorme diversidade e quantidade de espécies no grupo (Grimaldi & Engel, 2005).

Relações ecológicas com angiospermas

O grupo Insecta possui diversas relações inter-específicas com o reino Plantae. Entre elas, podemos citar: abrigo e proteção (insetos podem se esconder de predadores adentrando nas cascas ou buracos de árvores ou até mesmo fazer destas suas moradias), fitofagia (tendo em sua maioria espécies herbívoras, como exemplos, larvas de borboletas – Lepidoptera – que se alimentam das folhas ou cupins – Isoptera – que se alimentam da madeira) e polinização (entomofilia). Podem ser citados vários exemplos de folhas que foram fossilizadas com algumas marcas, minas, sem algumas partes ou com restos fecais que comprovam a existência de algumas espécies em certos períodos mesmo não possuindo fósseis dos mesmos (Grimaldi & Engel, 2005). A maioria dessas relações se dá com o grupo das angiospermas.

Estima-se que as Angiospermas tenham surgido por volta de 160 milhões de anos atrás, no Jurássico Inferior. Portanto, até então, as grandes florestas eram formadas por gimnospermas, principalmente coníferas e cicadáceas. Sabe-se que nessa época já estavam presentes aproximadamente 80% das famílias de insetos ainda existentes (Grimaldi & Engel, 2005). Dessa forma, ao contrario do popularmente dito, a entomofilia não se apresenta como um caráter significativo para a diversificação dos insetos, mas sim para as Angiospermas, que com isso obtiveram grande sucesso reprodutivo, alta variabilidade genética e dispersão.

Além disso, sabe-se que apenas seis das 31 ordens de Hexapoda abrigam espécies polinizadoras. Vale ressaltar que mesmo nessas ordens, um número relativamente pequeno de espécies apresenta entomofilia. Dessa forma, é fácil excluir a hipótese de que a polinização tenha sido de grande importância para a diversificação do grupo. Entretanto, não devemos nos esquecer da importância das outras interações entre estes dois grupos, tendo certamente favorecido a ambos no que diz respeito à diversificação e aumento de biodiversidade.

Extinções e diversidade relativa

Como um grupo tão antigo, os insetos já passaram por diversos eventos de extinção. Tais eventos também contribuíram de alguma forma na diversificação dos insetos e a compreensão desses processos também é importante para se compreender a constituição atual do grupo. Isso porque quando certa espécie é extinta, surge uma possibilidade para outras espécies já existentes se diversificarem.

O primeiro grande evento de extinção, e também o maior, pelo qual o grupo passou foi o da extinção Permo-triássica, no qual a maior parte da vida no planeta foi extinta. Entretanto, apenas algumas ordens de insetos foram extintas, como os Palaeodictyoptera e os Protodonata. A maioria das ordens até então existentes, contudo, deixou representantes (Grimaldi & Engel, 2005).

O último grande evento de extinção pelo qual os insetos passaram foi a extinção do “K-T” (Cretáceo-Terciário), na qual a maior parte dos dinossauros foi extinta. Os insetos sofreram relativamente pouco com tal evento e poucas linhagens foram extintas (Grimaldi & Engel, 2005).

Portanto, observamos que as extinções contribuíram de duas formas para a diversificação do grupo, sendo uma delas a ocupação de novos nichos, e a outra o fato de que, como poucos insetos foram afetados por esses grandes eventos, a diversidade de insetos apresenta-se relativamente muito grande, visto que os outros organismos sofreram mais em tais períodos.

Biogeografia do grupo

Outro fator que pode ter contribuído muito na diversidade foram os eventos de vicariância pelos quais os insetos passaram. Vicariância pode ser explicada como sendo um processo de evolução biogeográfica que se caracteriza pelo surgimento de uma barreira geográfica (o surgimento de uma montanha, ou mesmo a separação dos continentes), que divide a área ocupada por uma determinada população em duas ou mais novas áreas. Com o tempo, essas populações sofrem pressões distintas e tendem a se tornar espécies diferentes (Amorim, 2009).

Alguns exemplos do processo podem ser citados, como a elevação do nível do mar, que separa pequenas populações por um período suficientemente longo para que possam se tornar mais de uma espécie. Depois que o nível desce, elas passam a interagir como espécies distintas, e se novos eventos ocorrerem, novas espécies poderão surgir.

Um grande exemplo que pode ser citado é o da fragmentação da Pangea até a conformação atual dos continentes. No período Triássico, a maioria das ordens de insetos já estava presente e distribuída pelo grande continente (Gimaldi & Engel, 2005). Foi nesse período que se iniciou a fragmentação (há cerca de 200 milhões de anos), levando à formação da Laurásia ao norte e da Gondwana ao sul ao fim do Jurássico. A fragmentação persistiu até o Cretáceo, onde houve a formação da maior parte dos continentes atuais (Tassinari, 2000). Cada uma dessas fragmentações representou um evento de vicariância, resultando em inúmeros eventos e, portanto, um aumento mais que significativo no número de espécies.

Conclusão

Analisando todos os fatores citados, é possível entender que o grande número de espécies de Insecta não pode ser atribuído a um único fator, mas sim a um conjunto de fatores. A presença de asas parece ter sido relevante para a diversificação do grupo, mas existem grupos muito diversos ápteros, e outros grupos alados com menor diversidade. Padrão semelhante se encontra quando notamos que várias ordens de Neoptera são muito numerosas, apesar de algumas apresentem poucas espécies. Também percebemos este tipo de dado quanto à holometabolia: apesar de as maiores ordens de insetos estarem inseridas nos Endopterygota, este grupo abriga outras ordens muito menores, e existem grupos bem numerosos com desenvolvimento hemimetábolo.

Portanto, todos esses fatores, somados com a idade do grupo e a conseqüente passagem por diversos eventos de vicariância, pequeno número de linhagens extintas nos grandes eventos de extinção e outras características não citadas anteriormente, como o curto ciclo reprodutivo, que propicia a fixação de mutações, explicam conjuntamente a megadiversidade de insetos que podemos observar.

Referências Bibliográficas
Amorim, D.S. (2009), Fundamentos de Sistemática Filogenética. Holos, Editora Ltda.
Chapman, A.D. (2009). Number of living species in Australia and the World. 2nd ed. Australian Government – Department of the Environment, Water, Heritage and the Arts.
Gillott, C. (2005). Entomology. University of Saskatchewan: Springer Press.
Grimaldi, D., & Engel, M.S. (2005). Evolution of the insects. Cambridge University Press.
Mayhew, P.J. (2007). Why are there so many insect species? Biological Reviews, 82, 425-454.
Rupert, E.E., & Barnes, R.D. (1996). Zoologia dos Invertebrados. Editora Roca.
Tassinari, C. C. G. (2000). Tectônica Global. In: W. Teixeira; T. Fairchild; M.C. Toledo. (1 ed.). Decifrando a Terra (pp. 97-112). São Paulo: Oficina de Textos.
Truman, J.W., & Riddiford, L.M. (1999). The origins of insect metamorphosis. Nature, 401, 447-452.